História

Origem da palavra Candelária

A Virgem Maria foi quem deu a Luz da Verdade ao mundo, por isso os fiéis dos primeiros séculos passaram a invocá-la com o nome de Senhora da Luz ou Senhora das Candeias.

Quarenta dias após o nascimento de seu filho Jesus, a Virgem Maria foi a Jerusalém apresentar-se ao templo, como determinava a Lei de Moisés. Em seus braços levava o pequeno menino Jesus Cristo.

Ao entrar no templo, encontrou-se com o ancião Simeão. Naquela criancinha, que dormia braços da mãe, Simeão reconheceu o Messias Salvador que todos esperavam. Chorando de alegria, tomou consigo o pequenino e rezou agradecido:

Agora posso morrer feliz, Senhor, pois meus olhos acabam de ver a Luz do mundo. (Lc. 2-3, 25 a 32)

Antigamente, o nosso povo conhecia bem a Senhora das Candeias, lembrada no dia dois de Fevereiro, data em que a Igreja celebra a apresentação da Virgem Maria, com seu filho, no templo.

Esse título de Senhora da Luz nos diz que Nossa Senhora não apenas nos deu o Cristo, a Luz Eterna, mas também que ela é a Luz que nos encaminha e leva até Deus.

Origem da Paróquia Nossa Senhora da Candelária

No dia dois de Fevereiro, é comemorado o dia de Nossa Senhora da Candelária, isto é, Nossa Senhora da Luz.

A atual paróquia começou com uma pequena imagem de barro trazida por um caçador de pássaros que costumava vir caçar nessa região. Ele colocou a imagem entre as pedras que ficavam sobre uma bica, perto da Cruz dos Beneditinos, para marcar a divisa de terras entre a Fazenda São Caetano e o Bairro São Caetano, no século XVIII. Todos os que por ali passavam paravam para rezar e fazer seus pedidos à santa.

Na década de 1920, o Bairro Monte Alegre estava apenas começando a ser formado quando os irmãos Bento José Gonzaga Franco e José Gonzaga Filho começaram a lotear as terras de sua fazenda, formando o Bairro Gonzaga, hoje Bairro Oswaldo Cruz. Bartolomeu Ferrero Filho e Hermínio Moura, corretor de imóveis do Ipiranga, estavam encarregados da venda desses terrenos.

As famílias que aqui moravam - Benedetti, Ferrero, Carraro, Milani, Linhares, Santi, Di Santi, Aggio, entre outras - almejavam construir uma capela. Atendendo ao anseio dessas famílias, Bartolomeu Ferrero Filho e Hermínio Moura conseguiram dos irmãos Gonzagas a doação do terreno e a construção de uma capela para abrigar a imagem.

A capela construída era bastante rústica, toda de tijolos doados pela família Benedetti. Cabiam apenas seis ou sete pessoas. Com a capela pronta, os irmãos Gonzagas doaram uma imagem de Nossa Senhora da Candelária, que trouxeram do Rio de Janeiro, onde estavam morando. A capela passou então a pertencer à Igreja Sagrada Família.

Em 31 de Janeiro de 1927, foi dada permissão pela Cúria Metropolitana de São Paulo para serem celebradas missas na Capela de Nossa Senhora da Candelária. As missas eram celebradas uma vez por mês, aos domingos, às nove horas da manhã. Os celebrantes eram os padres Alexandre Grigolli, vigário da Matriz Sagrada Família, e seu coadjutor Ezio Gislimberti.

No dia 16 de Fevereiro de 1928, a Cúria Metropolitana de São Paulo nomeou como zelador o sr. José Benedetti (cf. Livro de Tombo I da Matriz Sagrada Família).

A Capela de Nossa Senhora da Candelária passou a ser ponto de referência religiosa de vários bairros ao seu redor. Em 27 de Maio de 1928, foi fundada a Congregação Nossa Senhora da Candelária.

No começo tudo foi bastante difícil, mas todos os moradores vizinhos procuravam ajudar conforme suas possibilidades.

Em vésperas de festas, os vizinhos ofereciam água de seus poços, a qual era trazida em latas, pêlos homens, enquanto as mulheres lavavam a capela. Tudo tinha que ser muito rápido, porque o piso era de tijolos e a água nele jogada secava rapidamente.

Em 1937, o padre Alexandre Grigolli voltou para a Itália e, em seu lugar, ficou como vigário ecónomo o padre Ezio Gislimberti, que passou a ser o responsável pelas celebrações religiosas e pela assistência espiritual da capela.

Transformação da capela em paróquia

Com o passar do tempo, a capela ficou pequena para o número crescente de fiéis. As missas passaram a ser celebradas quinzenalmente, sempre aos domingos, às nove horas. Os fiéis frequentadores, juntamente com as freiras do Instituto Nossa Senhora da Glória, na época dirigido pela irmã Julieta de Lourdes, da Ordem das Irmãs Clarissas Franciscanas, organizaram um movimento para transformar a capela em paróquia.

As reformas estruturais para ampliar o espaço físico da capela foram feitas através de doações, quermesses, rifas, livro de ouro, etc.

Foi criada uma comissão, formada pelo padre Ezio Gislimberti, que mais tarde veio a ser o primeiro conselho paroquial, e membros de antigas famílias locais: Ferrero, Carraro, Benedetti, Bertolin, Caperutto, Aggio, Dall'Anese, De Martini, Santi, De Santi, Fiori, Geraldi, Moraes, Piffer, Roque, Persona, Tozetto, Strufaldi, Veronezi, Vizaqui, Weber, Trentini, Zanon,
Zaia, Ferreira Paiva e outras.

A nova igreja foi iniciada em Maio de 1949, sob a responsabilidade do novo zelador, sr. Giaccomo Benedetti (filho do antigo zelador), e do pedreiro e mestre de obras Elviro Caperutto. A Construtora Linhares foi designada pela Matriz Sagrada Família para erguer a nova capela.

A nova igreja demorou nove meses para ser construída. Foi inaugurada no dia dois de Fevereiro de 1950, com a presença do então prefeito de São Caetano do Sul, Dr. Angelo Raphael Pellegrino, do presidente da Câmara Municipal de São Caetano do Sul e de todos os fiéis da região.

Em 29 de Junho de 1953, atendendo a antigo pedido dos moradores e das Irmãs Clarissas Franciscanas, a Cúria Metropolitana concordou em transformar a capela em paróquia: Devido ao aumento de fiéis na Matriz Sagrada Família e de que, sem grave incómodo, não podem os fiéis frequentar para assistir os devidos ofícios e receber os sacramentos.

Havemos por bem, separar e desmembrar da Matriz Sagrada Família e instituirmos a Paróquia Amovível de Nossa Senhora da Candelária. Tudo integralmente registrado no Livro de Tombo das Paróquias.

Dado e passado em nossa Cúria Metropolitana de São Paulo, sob o sinal e selo de nossas armas, aos 29 de Junho de 1953, festa dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.

Eu, padre António Trivinho, notário da Cúria Metropolitana o escrevi.

Assinatura: Carlos Cardeal Motta (Arcebispo Metropolitano)

Assim, o pároco da nova paróquia passou a ser o padre Ezio Gislimberti. Iniciaram-se, então, na paróquia, celebrações de casamentos, batizados, crismas e primeira eucaristia, antes realizados somente na Matriz Sagrada Família.

Em Março de 1958, assumiu a paróquia, como vigário ecónomo, frei Egydio Carlotto.

Em 28 de Julho de 1958, a paróquia formou a 1a turma do crisma, com 1.973 pessoas. O evento foi celebrado pelo bispo de Santo André, dom Jorge Marcos de Oliveira, assistido pelo frei Egydio Carlotto.

Em 11 de Setembro de 1960, formou-se a 2a turma do crisma, com 1.568 pessoas. Dom Jorge Marcos de Oliveira, assistido pelo frei Egydio Carlotto, novamente celebrou o acontecimento.

Em 27 de Dezembro de 1961 foi designado, como 1° pároco amovível, padre José Caruso. Ele mandou esculpir em madeira, na Itália, a imagem que está atual-mente no altar (um pouco maior do que a anterior).

Em dois de Julho de 1975, assumiu a paróquia padre Carlito Dall'Agnese, vigário ecónomo, em substituição ao padre José Caruso, que havia voltado para a Itália por motivo de doença.

Em 1973, a família Dall 'Anese doou os três sinos que se encontram na torre, em substituição ao pequeno sino antigo. A inscrição gravada nos sinos é a seguinte:

Metalúrgica Dall 'Anese Ltda.; por meio de seus sócios: Arthur Dall'Anese, António José Dall 'Anese, Armando Colatto e Esio Carbonari oferecem à Paróquia Nossa Senhora da Candelária de São Caetano do Sul, em memória de dona Catharina Michelini Dall 'Anese.

Em cinco de Março de 1976, padre Carlito constituiu o 2° Conselho Paroquial por prazo indeterminado. Os conselheiros foram substituídos, pois o novo regulamento estipulava mandato de apenas um ano. O padre Carlito promoveu várias mudanças para a modernização da paróquia, entre elas a construção de um Centro Comunitário.

Em primeiro de Janeiro de 1977, monsenhor Henrique Zamperetti veio, como pároco amovível, no lugar do padre Carlito.

No dia dez de Julho de 1977, em reunião, foi acertado o início da construção do Centro Comunitário, que seria denominado Centro Comunitário Paulo VI e, com algumas alterações, ficaria sob a direção de monsenhor Zamperetti.

Em 28 de Julho de 1977, foi feito o lançamento da pedra fundamental da obra planejada, em comemoração ao 1° Centenário do Município de São Caetano do Sul.

Em 17 de Outubro de 1977, nova reunião determinou mudanças no antigo projeto do Centro Comunitário Paulo VI. O plano era inviável, pois tinha casto muito elevado e fora do alcance da realidade da paróquia. Por motivo de saúde, monsenhor Zamperetti precisou ser afastado da paróquia.

Em 21 de Março de 1979 foi designado, como vigário substituto, frei Luciano Biásio.

Em três de Abril de 1980 foi designado, como vigário ecónomo, padre David Vantroba, chefe espiritual da paróquia durante 23 anos.

No dia 7 de setembro de 2003, assume como administrador paroquial, padre Alex Sandro Camilo.

No início de 2012, assume como administrador paroquial, padre Wanderson Cintra Silva.

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Horários da Paróquia

Missas

Segundas e Quartas-feiras: 6h30
Terças e Sextas-feiras: 6h30 e 19h
Quartas-feiras: missas nas casas do território paroquial às 19h30
Quintas-feiras: 19h30 (missa em louvor ao Santíssimo Sacramento)
Sábados: 6h30 (1º sábado de cada mês) e 15h30 
Domingos: às 8h, às 10h e às 18h30

Secretaria

Segunda à sexta: 7h30 às 11h45 e 14h00 às 18h30
Sábados: 8h00 às 18h00
Domingos: 8h00 às 12h00 e 17h00 às 18h30

Confissões

Quinta-feira: 15h às 17h00

Vídeo da semana

 

RUA CASTRO ALVES, 781 . CEP 09540-030 . SÃO CAETANO DO SUL . (11) 4221-2853 . secretaria@nscandelaria.org.br

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